---
title: "Verão 2026/2027 no Brasil: Quando Começa, Clima e Chuva"
url: "https://climaetempo.com.br/blog/verao-2026-2027-brasil-clima-chuva-calor/"
markdown_url: "https://climaetempo.com.br/blog/verao-2026-2027-brasil-clima-chuva-calor.MD"
description: "Quando começa o verão 2026 no Brasil? Em 21 de dezembro de 2026, às 17h50 (Brasília). Veja o horário por fuso, quando termina e o clima da estação por região."
date: "2026-09-29"
author: ""
---

# Verão 2026/2027 no Brasil: Quando Começa, Clima e Chuva

Quando começa o verão 2026 no Brasil? Em 21 de dezembro de 2026, às 17h50 (Brasília). Veja o horário por fuso, quando termina e o clima da estação por região.


**O verão 2026/2027 no Brasil começa em 21 de dezembro de 2026, às 17h50 no horário de Brasília, e segue a receita central da estação: calor em todo o país, estação chuvosa ativa no Centro-Oeste, no Sudeste e em boa parte da Amazônia e temporais recorrentes no Sul.** O interior do Nordeste tende a permanecer quente e com chuva irregular, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) avança sobre o norte da região ao longo da estação.

Não é cientificamente possível afirmar hoje, com meses de antecedência, se esta estação ficará mais quente ou mais chuvosa que a média em cada estado. O resultado dependerá da fase do **El Niño–Oscilação Sul (ENSO)**, da temperatura do Atlântico, da umidade do solo, da trajetória das frentes e de bloqueios atmosféricos. Este guia apresenta a climatologia, os cenários e os riscos que merecem acompanhamento — e mostra onde substituir o panorama pela previsão oficial quando a data se aproximar.

O detalhe mensal já está publicado nos panoramas de [dezembro de 2026](/blog/dezembro-2026-previsao-climatica-brasil/), [janeiro de 2027](/blog/janeiro-2027-previsao-climatica-brasil/) e [fevereiro de 2027](/blog/fevereiro-2027-previsao-climatica-carnaval-brasil/). A estação que antecede o verão está no guia da [primavera 2026](/blog/primavera-2026-brasil-clima-regioes/). Esta página amplia a escala e explica a estação completa.

## Resposta rápida: como costuma ser o verão no Brasil?

| Região | Padrão mais comum no verão | Principal atenção |
|---|---|---|
| Sul | Calor, frentes e tempestades frequentes | Granizo, vendavais, raios, ondas de calor e chuva intensa |
| Sudeste | Estação chuvosa, abafamento e possíveis episódios de ZCAS | Alagamentos, enxurradas, deslizamentos e calor extremo |
| Centro-Oeste | Calor, umidade e pancadas quase diárias em muitos períodos | Temporais, raios, veranicos e encharcamento do solo |
| Norte | Estação úmida em grande parte da Amazônia | Chuva intensa, raios, alagamentos e cheias graduais |
| Nordeste | Calor generalizado e chuva muito desigual entre sub-regiões | Estiagem no interior, ZCIT no norte e chuva costeira localizada |

O quadro real pode se afastar desse padrão por semanas. Um [bloqueio atmosférico](/blog/bloqueio-atmosferico-brasil-tempo-parado/) pode produzir onda de calor e interromper a chuva em parte do Centro-Sul, enquanto uma frente quase estacionária concentra grandes acumulados em outra área. Uma estação chuvosa classificada como normal pode alternar temporais extremos e veranicos prolongados.

## Quando começa o verão 2026? Data e horário

**O verão astronômico de 2026/2027 começa no solstício de 21 de dezembro de 2026, às 17h50 no horário de Brasília** — o instante corresponde a 20h50 de 21 de dezembro no Tempo Universal Coordenado (UTC). Por fuso, o solstício acontece às 18h50 em Fernando de Noronha, às 16h50 em Cuiabá, Manaus, Porto Velho e Boa Vista, e às 15h50 no Acre e no sudoeste do Amazonas.

**A estação termina no equinócio de 20 de março de 2027, às 17h25 no horário de Brasília** (20h25 UTC). Como o Brasil não tem horário de verão desde 2019, os fusos permanecem fixos durante toda a estação. Datas e horários de solstícios e equinócios seguem cálculos astronômicos oficiais e podem ser confirmados em observatórios como o Observatório Nacional.

A meteorologia também usa o **verão climatológico**, formado pelos meses completos de dezembro, janeiro e fevereiro. Essa divisão facilita o cálculo de médias e a comparação entre anos. Portanto, há duas respostas corretas:

- **verão climatológico:** de 1º de dezembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027;
- **verão astronômico:** do solstício de 21 de dezembro de 2026 ao equinócio de 20 de março de 2027.

No solstício, o Hemisfério Sul alcança sua maior inclinação em direção ao Sol: é o dia mais longo e a noite mais curta do ano. Depois dessa data, os dias encurtam muito lentamente, mas o calor pode continuar aumentando, porque continentes e oceanos respondem ao acúmulo de energia com atraso. Janeiro e fevereiro costumam concentrar as tardes mais quentes do ano em boa parte do país.

A atmosfera não muda como um interruptor na data do solstício. Em Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Manaus, o padrão quente e chuvoso geralmente já está estabelecido antes do início astronômico — a estação chuvosa costuma se organizar ao longo da primavera, entre outubro e novembro. No semiárido nordestino, a chegada do verão não garante o início imediato de chuva regular.

## O verão 2026/2027 vai ser muito quente?

**O calor é climatologicamente provável em todas as regiões; se a média da estação ficará acima do normal ainda depende de fatores que só se definem nas semanas anteriores.** Janeiro e fevereiro registram tardes muito quentes no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e no interior do Nordeste. Na Amazônia e no litoral, a umidade elevada aumenta o abafamento.

Temperatura e sensação térmica não são a mesma medida. A [sensação térmica](/glossario/sensacao-termica/) depende de umidade, vento e exposição ao sol: uma tarde com 32 °C e muito vapor d'água pode ser mais desgastante que outra com temperatura maior e ar mais seco. Nas cidades, as [ilhas de calor urbanas](/blog/ilhas-de-calor-urbanas-cidades-quentes/) mantêm as noites aquecidas e reduzem o período de recuperação do corpo.

As [ondas de calor](/blog/ondas-de-calor-brasil-como-se-formam/) de verão costumam aparecer quando uma área de alta pressão reduz a formação de nuvens e impede o avanço de frentes. O solo recebe mais radiação, a vegetação perde umidade e as máximas sobem durante vários dias. Para caracterizar uma onda de calor, não basta uma tarde quente: a temperatura precisa ficar muito acima do esperado para o local e persistir.

Fatores que podem deixar o verão mais quente:

- bloqueios atmosféricos persistentes;
- solo seco e menor resfriamento por evaporação;
- temperatura elevada da superfície do mar;
- noites com muita nebulosidade e umidade;
- urbanização intensa;
- fase e intensidade do ENSO;
- tendência de aquecimento de longo prazo do clima.

Já corredores de chuva, frentes e nebulosidade extensa reduzem as máximas por alguns dias. Isso não significa necessariamente conforto: sob chuva persistente, a mínima continua alta e o tempo permanece abafado.

## Vai chover muito no verão 2026/2027?

**A chuva deve ser frequente em grande parte do país, como normalmente ocorre no verão, mas frequência não é sinônimo de distribuição regular.** Em muitas cidades do Centro-Oeste e do Sudeste, uma manhã ensolarada termina com pancada forte à tarde. Em outra semana, uma ZCAS mantém chuva e céu encoberto por vários dias. Entre esses episódios, um [veranico](/blog/veranico-no-inverno-brasil/) pode interromper a precipitação e elevar rapidamente a temperatura.

Para avaliar se "vai chover muito", separe quatro variáveis:

1. **Frequência:** em quantos dias ocorre precipitação.
2. **Acumulado:** quantos milímetros caem no período.
3. **Intensidade:** quanto cai em poucos minutos ou horas.
4. **Distribuição espacial:** se a chuva atinge toda a região ou apenas alguns municípios.

Uma pancada de 60 mm em uma hora pode causar alagamento mesmo com o restante do mês seco. Os mesmos 60 mm distribuídos ao longo de vários dias infiltram com menos impacto, dependendo do solo. O guia sobre [milímetros de chuva e alertas](/blog/chuva-volumosa-milimetros-alerta/) explica como transformar o número em avaliação prática.

Também é importante interpretar corretamente a [chance de chuva](/blog/chance-de-chuva-como-interpretar-previsao/): uma probabilidade de 70% não informa, sozinha, o horário, a duração ou o volume. No verão, a chuva convectiva pode atingir um bairro e deixar outro quase seco.

## ZCAS: o corredor de chuva do verão brasileiro

A **Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)** é um dos sistemas mais importantes da estação. Ela forma uma faixa persistente de nuvens e chuva que costuma ligar a Amazônia, o Centro-Oeste e o Sudeste ao Atlântico. Quando permanece organizada por vários dias, eleva muito os acumulados sobre as mesmas bacias hidrográficas.

Dezembro, janeiro e fevereiro pertencem ao núcleo da temporada de ZCAS. Isso não significa que o sistema ficará ativo durante todo o verão nem que cobrirá sempre as mesmas áreas: o eixo pode favorecer Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo em um episódio e alcançar Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro ou Bahia em outro.

Os principais impactos incluem alagamentos e enxurradas urbanas, cheia de rios, saturação de solo, deslizamentos em encostas, interrupções em estradas e danos agrícolas por encharcamento — além de máximas menores sob a faixa de nuvens e menos chuva nas áreas afastadas do corredor.

Nem toda sequência chuvosa é ZCAS. A classificação exige persistência, orientação e organização atmosférica. Uma frente fria, uma [linha de instabilidade](/blog/linha-de-instabilidade-temporal-raios-vendaval/) ou uma tarde de temporais pode causar danos sem ser ZCAS. A explicação completa está no guia sobre [ZCAS e chuva de verão](/blog/zcas-zona-convergencia-atlantico-sul-chuva-verao/).

## Temporais, granizo, raios e vendavais

O verão reúne calor, umidade e instabilidade. O aquecimento do solo faz o ar subir; ao resfriar, o vapor d'água condensa e forma nuvens de grande desenvolvimento vertical. Se houver [cisalhamento do vento](/blog/cisalhamento-do-vento-tempestades-rajadas-aviacao/), as tempestades ganham organização e duram mais.

Os riscos mais frequentes são chuva intensa em curto período, alta incidência de raios, rajadas descendentes, queda de granizo, interrupção de energia, queda de árvores, enxurradas e ressaca no litoral durante sistemas oceânicos.

No Sul e em partes do Centro-Oeste e do Sudeste, o ambiente pode favorecer [supercélulas](/blog/supercelula-tempestade-brasil-radar-alertas/) — tempestades com corrente ascendente rotativa capazes de produzir granizo grande e rajadas destrutivas; algumas geram tornados, mas a maioria não gera. Um núcleo vermelho no aplicativo de radar não confirma supercélula nem [tornado](/blog/tornado-no-brasil-onde-ocorre-como-se-proteger/).

Ao ouvir trovão, procure abrigo em construção fechada ou veículo com teto rígido. Saia de praia, rio, piscina e áreas próximas a árvores isoladas, e não atravesse ruas alagadas. O guia de [proteção contra raios](/faq/como-se-proteger-de-raios/) reúne as medidas essenciais.

## Região Sul: calor, frentes e tempestades severas

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná recebem chuva em todas as estações. No verão, o encontro de ar quente e úmido com frentes frias, cavados e baixas pressões favorece temporais. Dias abafados terminam com granizo, raios e rajadas, enquanto frentes provocam refrescos temporários.

O calor pode ser intenso, especialmente no oeste e no interior. Porto Alegre e outras cidades de baixa altitude registram sequências de tardes muito quentes e noites com pouco resfriamento. Em Curitiba e nas serras, as médias são menores, mas ondas de calor também ocorrem.

A chuva chega em três formas principais: temporais isolados de fim de tarde, linhas de instabilidade que atravessam vários municípios e sistemas frontais com chuva mais abrangente. [Ciclones extratropicais](/blog/ciclones-extratropicais-sul-brasil/) no Atlântico podem reforçar o vento e a [ressaca marítima](/blog/ressaca-maritima-alertas-litoral-brasileiro/) mesmo com o centro longe da costa. Para viagem e evento ao ar livre, acompanhe não apenas o ícone de chuva, mas também [vento médio e rajadas](/blog/vento-medio-rajada-como-interpretar-previsao/).

## Região Sudeste: estação chuvosa e risco urbano

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo vivem o auge da estação chuvosa. A combinação de calor, umidade amazônica, brisa marítima, relevo e frentes produz pancadas e corredores persistentes de precipitação.

Nas metrópoles, a impermeabilização acelera o escoamento: um temporal curto pode superar a drenagem, inundar túneis e interromper o transporte. Em encostas, o perigo aumenta depois de vários dias chuvosos, quando o solo está saturado. A diferença entre [alagamento, enchente e inundação](/blog/enchentes-inundacoes-alagamentos-brasil-previsao/) ajuda a avaliar o impacto.

Minas Gerais e Espírito Santo aparecem com frequência em episódios de ZCAS, mas o eixo pode se deslocar para São Paulo, Rio de Janeiro ou sul da Bahia. Fora da faixa chuvosa, um bloqueio produz onda de calor e piora da qualidade do ar. No litoral, brisa, relevo e umidade mantêm nuvens mesmo quando o interior abre sol; use [radar e satélite em tempo real](/blog/como-ler-radar-satelite-chuva-tempo-real/) nas horas anteriores ao deslocamento.

## Região Centro-Oeste: calor e núcleo da estação chuvosa

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal têm chuva frequente no verão. O dia típico começa com sol, aquece rápido e desenvolve nuvens profundas à tarde — mas nem todo município recebe chuva no mesmo horário ou com a mesma intensidade.

Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande enfrentam riscos de raios, rajadas, granizo localizado e alagamentos. Em áreas rurais, a distribuição da chuva é decisiva para plantio, desenvolvimento das culturas e disponibilidade de água: um total mensal próximo da média pode esconder uma pausa prejudicial durante uma fase sensível da lavoura.

A região também participa do corredor de umidade que alimenta a ZCAS. Quando o sistema se organiza, Goiás e o Distrito Federal podem ter vários dias de chuva e menor amplitude térmica; quando o eixo se afasta, veranicos elevam a temperatura. No Pantanal, o nível dos rios responde à chuva de toda a bacia, com atraso em relação às cabeceiras — o monitoramento hidrológico complementa a previsão meteorológica.

## Região Norte: estação úmida com diferenças internas

A Região Norte não tem um único calendário. Acre, Rondônia, sul e centro do Amazonas, Tocantins e boa parte do Pará registram estação chuvosa ativa no verão. Manaus, Belém, Porto Velho e Rio Branco permanecem quentes e abafadas, com tempestades capazes de produzir raios, rajadas e alagamentos.

Em comunidades ribeirinhas, o nível do rio depende da chuva em áreas distantes e da resposta de cada bacia: um temporal local não determina sozinho uma cheia, assim como alguns dias secos não encerram uma elevação iniciada a montante.

Roraima e o extremo norte apresentam regime diferente. Durante parte do verão do Hemisfério Sul, a ZCIT fica mais ao sul e essa área atravessa sua estação relativamente seca — mais um motivo para localizar qualquer afirmação sobre "o Norte". Onde a chuva se estabelece, queimadas e fumaça tendem a diminuir, mas pausas prolongadas podem manter focos ativos.

## Região Nordeste: ZCIT, calor e chuva desigual

O Nordeste reúne ao menos três comportamentos durante o verão:

1. **Interior semiárido:** calor forte e chuva irregular, sem garantia de recuperação imediata de reservatórios.
2. **Norte da região:** aumento progressivo da influência da ZCIT, especialmente entre janeiro e março.
3. **Sul e oeste:** maior conexão com a umidade do Brasil central e possíveis episódios ligados à ZCAS.

No Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Maranhão, a posição da **Zona de Convergência Intertropical** é decisiva para a quadra chuvosa. A [ZCIT](/blog/zona-convergencia-intertropical-zcit-chuva-norte-nordeste/) é uma faixa de convergência próxima ao Equador que migra sazonalmente; sua posição, intensidade e permanência alteram a chuva no norte do Nordeste.

No semiárido, um temporal isolado não significa fim da [seca](/blog/seca-nordeste-causas-consequencias/): é preciso observar frequência, distribuição espacial, umidade do solo e resposta dos açudes. No litoral leste, de Pernambuco à Bahia, o pico climatológico de chuva ocorre no outono e no inverno, mas brisa e umidade oceânica geram pancadas no verão, e o calor úmido marca as capitais litorâneas.

## El Niño, La Niña ou neutralidade no verão 2026/2027?

A fase do ENSO para o verão 2026/2027 deve ser confirmada nos boletins mais recentes do **INMET** e do **CPTEC/INPE**, que atualizam a projeção a cada ciclo. O guia sobre [El Niño 2026 no Brasil](/blog/el-nino-2026-previsao-impactos-brasil/) explica como verificar se o fenômeno começou e onde acompanhar os avisos oficiais.

Em termos gerais:

- **El Niño** costuma aumentar a probabilidade de chuva no Sul e favorecer calor ou redução de chuva em partes do Norte e do Nordeste — mas cada evento tem intensidade e distribuição próprias.
- **La Niña** desloca probabilidades na direção oposta, com maior risco de irregularidade da chuva no Sul e condições mais favoráveis à precipitação em setores do Norte e do Nordeste.
- **Neutralidade** não significa ausência de extremos: frentes, bloqueios, Atlântico, ZCAS e tempestades locais continuam atuando.

O [El Niño](/glossario/el-nino/) e a [La Niña](/glossario/la-nina/) não funcionam como interruptores nacionais. Nenhuma fase permite afirmar que "vai chover em todo o Sul" ou "não vai chover no Nordeste". A [previsão sazonal de três meses](/blog/previsao-sazonal-climatica-como-ler-tres-meses/) deve ser lida como probabilidade de anomalias, não como calendário de frentes e temporais.

## Principais riscos do verão 2026/2027

- ondas de calor e noites muito quentes;
- baixa recuperação térmica em grandes cidades;
- temporais com raios, granizo e rajadas;
- alagamentos e enxurradas por chuva intensa;
- enchentes e cheias durante episódios persistentes;
- deslizamentos em encostas com solo saturado;
- queda de árvores e interrupção de energia;
- ciclones no Atlântico, vento costeiro e ressaca;
- veranicos dentro da estação chuvosa;
- perdas agrícolas por granizo, erosão, excesso ou falta temporária de água;
- problemas de transporte por baixa visibilidade, pista alagada ou queda de barreira.

Ao receber um aviso, verifique fenômeno, área, horário de validade e impacto esperado. A cor não substitui o texto nem a orientação local. O guia de [alertas do INMET e da Defesa Civil](/blog/alertas-inmet-como-interpretar-protecao/) mostra como fazer essa leitura.

## Como planejar viagens e eventos no verão — e o que não dá para prever agora

Natal, Ano-Novo, férias de janeiro e [Carnaval 2027](/blog/fevereiro-2027-previsao-climatica-carnaval-brasil/) caem dentro desta estação — e é exatamente nesses períodos que circulam as "previsões" falsas. **Previsão numérica confiável cobre no máximo 10 a 15 dias.** Nenhuma fonte séria consegue informar hoje a temperatura ou a chuva de um dia específico de dezembro ou fevereiro. Para reduzir o risco de verdade:

1. **Meses antes:** escolha o destino com base na climatologia e nos riscos típicos descritos neste guia.
2. **De 15 a 7 dias antes:** acompanhe tendências de frentes, bloqueios e corredores de umidade.
3. **De 5 a 3 dias antes:** compare horário provável, acumulados, vento e alertas.
4. **Nas 48 horas anteriores:** use a previsão local atualizada e prepare alternativa coberta.
5. **No mesmo dia:** acompanhe radar, satélite e avisos da Defesa Civil.

No verão, "chuva prevista" não significa necessariamente um dia perdido: muitas [pancadas](/blog/pancadas-isoladas-previsao-tempo/) são breves e localizadas. O contrário também é verdadeiro — manhã ensolarada não garante tarde segura. Tenda aberta, quiosque e árvore isolada não são abrigos adequados durante trovoada.

Para prazos maiores, veja por que a [previsão de 15 dias](/blog/previsao-15-dias-confiavel-previsao-estendida/) perde detalhe no final da janela. Para a semana da atividade, use o guia sobre [confiabilidade da previsão de 7 dias](/blog/previsao-7-dias-confiavel-como-interpretar/).

## Como reconhecer uma previsão falsa para o verão

Desconfie de conteúdos que apresentem, com muitos meses de antecedência:

- datas exatas de ondas de calor;
- cidades onde haverá temporal em determinado dia;
- temperatura do Natal, do Ano-Novo ou do Carnaval;
- quantidade fechada de frentes frias;
- mapa municipal de chuva para toda a estação;
- promessa de "verão sem chuva" ou "chuva todos os dias".

Uma fonte responsável explica o prazo, a incerteza, a escala geográfica e a diferença entre climatologia e previsão, e atualiza a informação conforme o evento se aproxima. Conhecimentos tradicionais sobre plantas, animais e aparência do céu possuem valor cultural, mas não confirmam ZCAS, granizo, enchente ou tornado. Para decisões de segurança, priorize instrumentos, meteorologistas e órgãos oficiais.

## Perguntas frequentes sobre o verão 2026/2027

### Quando começa e termina o verão 2026/2027 no Brasil?

O verão astronômico começa no solstício de 21 de dezembro de 2026, às 17h50 em Brasília, e termina no equinócio de 20 de março de 2027, às 17h25 no mesmo fuso. Na climatologia, o verão reúne dezembro, janeiro e fevereiro, o que facilita a comparação entre anos.

### Como costuma ser o verão no Brasil?

Calor em todo o país, estação chuvosa ativa no Centro-Oeste, no Sudeste e em boa parte da Amazônia e temporais frequentes no Sul. O interior do Nordeste permanece quente e com chuva irregular, enquanto a ZCIT ganha importância no norte da região ao longo da estação.

### O verão 2026/2027 vai ser mais quente que o normal?

Ainda não é possível afirmar com segurança. O verão brasileiro já é naturalmente quente, e ondas de calor podem ocorrer em qualquer fase da estação. A comparação com a média dependerá da fase do ENSO, da temperatura dos oceanos, dos bloqueios atmosféricos, da umidade do solo e das atualizações dos modelos sazonais do INMET e do CPTEC/INPE.

### Vai chover muito no verão 2026/2027?

A chuva é climatologicamente frequente em grande parte do Brasil no verão, mas o total e a distribuição da estação ainda não podem ser definidos. ZCAS, frentes, tempestades locais e veranicos podem deixar uma região muito úmida e outra temporariamente seca, inclusive dentro do mesmo estado.

### Dá para saber o tempo do Natal, do Ano-Novo ou do Carnaval 2027 agora?

Não. Previsões numéricas confiáveis cobrem no máximo 10 a 15 dias. Acompanhe a previsão atualizada do INMET ou do CPTEC/INPE quando a data estiver dentro desse horizonte.

### Como acompanhar o verão 2026/2027 sem cair em previsões falsas?

Use este guia como panorama climatológico. Nas semanas anteriores, siga os boletins sazonais do INMET e do CPTEC/INPE; de 7 a 15 dias antes de uma atividade, consulte a tendência de médio prazo; e, nas 48 horas anteriores, priorize previsão local, radar, satélite e alertas da Defesa Civil.

## Resumo do verão 2026/2027 no Brasil

- **Sul:** calor, frentes, tempestades, granizo, vendavais e ondas de calor intercaladas com refrescos.
- **Sudeste:** estação chuvosa, pancadas, possíveis episódios de ZCAS e riscos urbanos por chuva e calor.
- **Centro-Oeste:** calor, temporais frequentes, corredores de umidade e veranicos ocasionais.
- **Norte:** estação úmida em grande parte da Amazônia, com diferenças importantes no extremo norte.
- **Nordeste:** calor generalizado, chuva irregular no semiárido, avanço da ZCIT no norte e maior umidade no oeste e no sul.

O verão 2026/2027 deve ser tratado como uma estação de **calor e chuva ampla, porém muito desigual no espaço e no tempo**. Use a climatologia para saber quais riscos preparar; quando a data se aproximar, substitua o panorama pela previsão atualizada do INMET e do CPTEC/INPE, pelo radar e pelos alertas oficiais. Essa combinação entre escala sazonal e informação de curto prazo é a forma mais segura de planejar viagens, eventos, agricultura e rotina urbana no verão brasileiro.
